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Outro dia eu estava lendo notícias sobre inovação e o depoimento de um especialista me chamou muita atenção. Ele dizia: “Brainstormings são divertidos, mas não funcionam”

Como profissional de comunicação, defensora de longas (e quase sempre engraçadas) sessões de brainstorming em grupo, me choquei! Como assim não funciona? Bem, quando descobri que a frase foi atribuída a uma das maiores autoridades mundiais em criatividade e resolução de problemas, achei que valia ao menos investigar.

Descobri que se tratava de Jake Knapp, considerado o criador do Design Sprint, uma metodologia de inovação desenvolvida ao longo dos 10 anos em que ele trabalhou no Google. Na lista de produtos concebidos através do Design Sprint estão Gmail e Chrome. Bora entender?

 

Brainstorming X Design Sprint

O “Toró de palpites”, minha tradução preferida para brainstorming, é um processo desestruturado, que até funcionar em situações mais simples e que envolvem pouco investimento de recursos. O problema do brainstorming é que não vence necessariamente a melhor ideia, e sim aquela que foi vendida ou defendida de uma forma mais eficiente.

Já o Design Sprint é um processo organizado, que privilegia o teste prático das ideias e que envolve o grupo todo em uma jornada de descobertas e priorizações. Ao longo de 5 dias, as ideias são eleitas, desenvolvidas e testadas, e só então uma decisão sobre qual caminho seguir é tomada.

 

Tempo é dinheiro

A maior justificativa para investir em uma metodologia como o Sprint é a escassez de recursos. Equipes de produtos investiam tempo e dinheiro em ideias que não iam pra frente ou, em pouquíssimo tempo, se mostravam inviáveis. Além do desperdício de recursos financeiros, as más ideias faziam as empresas perderem agilidade no lançamento de novidades. A sacada de Jake foi pensar em um método que, em apenas 5 dias, testa e valida a viabilidade das inovações propostas.

 

A estrutura

No Sprint, cada dia é dedicado a uma atividade específica:

Dia 1 :: Entendimento -> momento em que o grupo expressa tudo o que sabe sobre o problema que está sendo apresentado

Dia 2 :: Aprofundamento -> hora de trabalhar individualmente, colocando no papel quais soluções devem ser implementadas para a resolução do problema

Dia 3 :: Priorização ->  muitas ideias surgiram, então é hora de priorizar algumas para então decidir aquela que será testada

Dia 4 :: Prototipação -> nesta etapa, a produtividade é fundamental. O grupo terá apenas um dia para simular na prática a viabilidade da ideia

Dia 5 :: Validação -> com o protótipo em mãos é hora de apresenta-lo a possíveis usuários e coletar feedbacks.

Tentei resumir um pouco do que é o Design Sprint, mas vale destacar que, para cada uma das etapas, há regras e métodos bem definidos. Como quero saber mais, já reservei o meu lugar no Leadership Summit, evento  da HSM que acontecerá em São Paulo nos dias 05 e 06 de junho e que o Jake Knapp vai palestrar.

Te vejo lá?

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia 

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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