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O evento Big Data Revolution, promovido por Ricardo Cappra, que aconteceu semana passada (12/7) em São Paulo, contou com palestrantes que debateram a fundo sobre esse tema, tentando prever como a sociedade vai lidar com o alto fluxo de dados que diariamente são coletados pela internet.

Ricardo é especialista em business analytics e cientista-chefe do Laboratório de Ciência de Dados da CAPPRA e do Mission Control, além disso, lidera uma comunidade global de cientistas que ajudam pessoas e organizações a tomar decisões melhores, orientadas por inteligência analítica.

Apaixonado por big data, ele abriu o evento apontando as dez características de um futuro cheio de informações. Entre caos, ruídos e cultura analítica, o assunto mais presente nas discussões durante toda a programação foram as famosas e perigosas fake news.

FAKE EVERYTHING

A polêmica envolvendo as notícias falsas que circulam na internet é a maior preocupação com o futuro da rede, pois está cada vez mais difícil definir o que é fake e o que é real nas redes sociais.

Lu Bazanella começou sua palestra sobre Trends Report lembrando que a mídia, desde os jornais impressos, sempre encontrava uma maneira de influenciar seus espectadores, porém com a internet isso acontece de forma descontrolada e em grandes proporções.

Se antigamente sua mãe acreditava fielmente em tudo o que aparecia na TV, hoje essa mídia perdeu espaço para as correntes compartilhadas em redes sociais como Facebook e WhatsApp. O perigo disso é que, em poucos segundos, uma notícia falsa é disseminada pela rede e lida por milhões de pessoas, que não pesquisam se ela de fato é real ou não.

“O Facebook é um papel em branco, aceita de tudo”, afirmou Bazanella.

Nem fotos e vídeos estão livres de passar por edições, por isso é preciso desenvolver senso crítico sobre aquilo que se vê na internet e desconfiar de tudo.

Daqui para frente, a grande batalha que empresas e marcas vão enfrentar é como resgatar a confiança dos usuários, que estarão cada vez mais desconfiados das informações que recebem em suas redes.

BIG DATA E PRIVACIDADE

Outro ponto bastante discutido na palestra “Privacidade, Algoritmos e Poder” pela jornalista Diana Assennato foi sobre quanto o uso da tecnologia do big data afeta a privacidade das pessoas, e o que é privado e o que é público hoje em dia.

Será que as pessoas têm noção da quantidade de informações que deixam registradas na internet, permitindo que marcas leiam e analisem seus comportamentos? Quão perigoso isso pode ser?

O fato é que a maioria da população ainda não entende direito como isso funciona nem se dá conta de como essas informações utilizadas por empresas e marcas podem afetar diretamente a vida de todos nós. Diante do uso abusivo dessas informações, é preciso fazer duas coisas:

1º) Criar senso crítico e analítico nos usuários e consumidores para que procurem entender melhor como essa tecnologia funciona, e como ela pode influenciar sua rotina.

2º) Propor leis para que nenhuma organização faça uso desses dados inadequadamente, abusando da privacidade dos usuários.

Com a rapidez com que a tecnologia avança, disseminar uma cultura analítica entre as pessoas é essencial para que saibam identificar as fake news e também fiquem atentas ao destino dos dados que deixam espalhados pela internet.

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